De repente você está sentado na sua sala de estar e entra um jovenzinho ou uma jovenzinha. O corpo delineado, a voz mudada, buscando autonomia e tentando conquistar os seus direitos. Uau, minha criança cresceu! E agora???? Agora, caberá aos pais se adaptarem ao novo ciclo de desenvolvimento e entenderem alguns aspectos importantes para que a vida siga normalmente o seu curso. Entre eles é importante saber diferenciar PUBERDADE de ADOLESCÊNCIA. O primeiro consiste num processo biológico que se inicia, em nosso meio, entre nove e quatorze anos aproximadamente e se caracteriza pelo surgimento da atividade hormonal que desencadeia os caracteres sexuais secundários. Já o segundo é um fenômeno psicológico e social caracterizado por diferentes peculiaridades, decorrentes do ambiente social, econômico e cultural em que o garoto (a) se desenvolve. Um período muito criativo devido entre outros fatores, ocasionado por inúmeras transformações de ordem biológica, social e psíquica. É uma etapa de vida em ocorre a conquista do pensamento formal, novo tipo de relação com o mundo adulto e o desenvolvimento do caráter mágico que se estabelece entre o pensado e o possível. Tudo isso é permeado por atividades impulsivas, difusas, caóticas na ótica dos adultos. Nesse sentido, o ambiente deverá ser propício para que o adolescente possa suportar as tensões desse processo criativo peculiar. Para que a noção de limite e a conotação negativa entendida como repressão, proibição, interdição, etc., seja entendida como fator importante para a conquista da sua organização enquanto ser biopsicossocial. É imprescindível saber ainda que na adolescência, os jovens tendem a enfrentar dois tipos de sentimentos que lhes causam muito sofrimento: o sentimento de perda e o sentimento de medo. Pra ajudá-los a superar ou amenizar esse momento caberá aos pais ou responsáveis:

l Mostrar verdadeiro interesse pelos estudos do filho;

l Reservar momentos diariamente ouvi-lo;

l Investigar, caso o filho esteja demonstrando tristeza em excesso, preocupação ou instabilidade de humor;

l Observar como está se estabelecendo círculo de amizade;

l Demonstrar sentimentos de orgulho e amor para com o adolescente;

l Evitar comentários sobre as mudanças físicas em público;

l Reagir ao comportamento inadequado com ternura;

l Relacionar-se usando uma forma de comunicação que se baseie na amizade;

l Dizer que se importa com eles e dar demonstrações de que isso é verdade;

l Ser paciente, dar apoio e estar disposto a fazer concessões;

l Estabelecer uma relação tranquila e flexível com o mundo do conhecimento que possibilite a expansão da capacidade de pensamento e da autonomia responsável.

Queridos pais a função de educar os filhos não é uma ciência exata. Tanto pais quanto filhos são pessoas únicas, são inconfundíveis e exclusivas.
Nesse período o que importa é o Amor, isso é cuidar com AMOR!

Rosemeyre S. Molina
Psicologa / Pedagoga / Psicopedagoga / Psicomotricista
CRP 08/17069 MEC 004040