A característica principal dessa disfunção é a fala lenta e arrastada ocasionada por alterações dos mecanismos nervosos que coordenam os órgãos responsáveis pela fonação. De origem muscular é resultante de paresia, paralisia ou ataxia dos músculos que intervêm nesta articulação.

Pessoas que sofrem de paralisia periférica do nervo hipoglosso (duodéssimo par dos nervos cranianos que inerva os músculos da língua) pneumogástrico (nervo vago ou décimo par craniano que inerva a laringe, pulmões, esôfago, estômago e a maioria das vísceras abdominais) e facial, podem desenvolver essa disfunção. Assim como pessoas que apresentam esclerose, intoxicação alcoólica, com tumores (malignos ou benignos) no cérebro, cerebelo ou tronco encefálico, traumatismos crânio-encefálicos, também apresentam propensão para a Disartria.

No caso de lesões cerebrais, os exames clínicos mostram que as alterações não se manifestam isoladamente estando associada geralmente a outros distúrbios tais como gnósio-apráxicos ou transtornos disfásicos.

A fonoaudilogia por intermédio de técnicas adequadas tem a possibilidade de atender as pessoas portadoras dessa problemática auxiliando-as a desenvolver padrões de linguagem mais eficazes e funcionais.